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Classificação
Os estudos histológicos do esôfago de Barrett mantiveram-se controversos desde a sua primeira descrição. Em 1976, Pall et al. Publicaram o estudo histológico de 11 pacientes com Barrett e descreveram três tipos de epitélio colunar: tipo juncional, composto quase exclusivamente de células secretoras de muco, assemelhando-se ao da cárdia normal; tipo fúndico, composto de células parietais e principais; tipo metaplasia intestinal, composto de células calciformes, denominado epitélio colunar especializado. Este último é a única forma que poderia ser distinguida do epitélio gástrico normal.


Frente à dificuldade de se diferenciar a transição esofagogástrica, principalmente em pacientes com hérnia de hiato, e das observações de Hayward de que o esôfago normal apresenta epitélio colunar até os 2 cm distais, no início dos anos 80, passou-se a definir de maneira arbitrária que, para se diagnosticar esôfago de Barrett, eram necessário pelo menos 3 cm de epitélio com metaplasia intestinal recobrindo o esôfago distal.


Estudos subseqüentes mostraram que metaplasia intestinal, também ocorre em segmentos curtos, menores que 3 cm, do esôfago distal. Assim, passaram a denominar esôfago de Barrett curto os segmentos menores de 3 cm de extensão.


A denominação de revestimento colunar do esôfago distal atende aos casos cujo esôfago distal apresenta segmentos de epitélio colunar, porém sem metaplasia intestinal.