 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura |
 |
|
|
|
Tratamento Clínico |
|
Os principais objetivos do tratamento da úlcera péptica incluem não somente sua cicatrização, mas também a erradicação do Helicobacter pylori e a prevenção de complicações como hemorragia, perfuração e estenoses.
Há aproximadamente 30 anos houve uma sensível mudança na evolução da doença graças ao desenvolvimento de novas drogas, que efetivamente agem no bloqueio da secreção ácida ou na sua produção. A Cimetidina foi o seu representante inicial, atuando como um bloqueador do receptor H1.
Atualmente encontra-se em desuso devido aos seus efeitos colaterais, como diminuição da libido e necessidade de doses cada vez maiores. O uso de bloqueadores H2 ainda é freqüente, visto que 70-80% e aproximadamente 90% das úlceras cicatrizam em 4 e 8 semanas de tratamento, respectivamente, quando se utiliza a dose padrão.
Atualmente, utilizam-se compostos benzimidazólicos, representados pelos inibidores da bomba de próton (IBP), os quais agem diretamente sobre a célula parietal na produção do ácido clorídrico. Isto causa um estado de alcalinização do meio, promovendo cicatrização e desaparecimento dos sintomas mais rapidamente. Doses de 20 a 40 mg diários de Esomeprazol e 15 a 30 mg de Lansoprazol elevam os índices de cicatrização para cerca de 80 a 100% em 4 semanas. Outra droga freqüentemente utilizada é o Sucralfate. Trata-se de um sal complexo de sucrose, hidróxido de alumínio e sulfato, que parece exercer um efeito local. Atua como uma suspensão que adere à superfície ulcerosa e forma uma barreira promovendo cicatrização associada a um efeito protetor da mucosa via prostaglandina.
Os antiácidos têm efeito local e parecem ser melhores do que o placebo na cicatrização quando utilizados em altas doses.
As prostaglandinas, representadas principalmente pelo Misoprostol, agem melhorando a proteção da mucosa e inibindo a secreção ácida. Uma indicação interessante seria a citoproteção em pacientes idosos sob tratamento com drogas AINHs. Sua principal contra-indicação é o uso em mulheres em idade fértil por ser uma droga abortiva.
Em pacientes refratários ao tratamento instituído, deve-se avaliar a adesão à terapia, aumentar o tempo de uso das medicações, avaliar a erradicação do H. pylori e eliminar fatores associados, como tabagismo, uso de AINHs e a possibilidade da coexistência da síndrome de Zollinger-Ellison.
Sabe-se que a doença ulcerosa péptica caracteriza-se pelas recidivas, as quais podem estar relacionadas com a infecção pelo Helicobacter pylori, daí a importância de sua erradicação. Esquemas terapêuticos que envolvam o emprego associado de Amoxicilina, Claritromicina e um inibidor de bomba de próton (ex: esomeprazol) demonstram índices de cura de 90%.
Outros esquemas podem incluir o uso de Amoxicilina e Metronidazol com IBP e mesmo esquemas quádruplos com Amoxicilina, Claritromicina e Metronidazol.
A erradicação da bactéria pode diminuir a recidiva ulcerosa para 0% em um ano.
Em usuários crônicos de AINHs, indica-se o uso contínuo de IBP ou bloqueadores H2, além da suspensão do AINH utilizado, quando possível, ou a substituição por drogas que sabidamente têm menor efeito lesivo sobre a mucosa gastroduodenal (inibidores da COX2).
Nestes pacientes, é importante erradicar o H. pylori preventivamente.
Nos pacientes que apresentaram quadro de hemorragia digestiva por úlcera gastroduodenal, além do tratamento clínico de suporte e endoscópico, quando necessário, o uso de IBP intravenoso em doses de 40 a 80 mg/dia através de bomba de infusão, associado a antiácidos, parece promover a cicatrização mais precocemente.
Além destas drogas, a pesquisa do H. pylori e o conhecimento do uso contínuo de AINHs ou do ácido acetilsalicílico devem conduzir à erradicação do primeiro e à suspensão definitiva, se possível, destas medicações ou a substituição por inibidores da COX2, o que com certeza acarretará numa menor chance de recidiva da do |
|
|
|
|