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Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura |
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Indicações de Tratamento Endoscópico e Resultados |
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No sangramento ativo, alguns estudos sugerem que o tratamento combinado, injetor e térmico, é melhor do que a monoterapia, diminuindo o tempo de permanência na UTI e a hospitalização total e também a taxa de mortalidade no primeiro mês. Já no sangramento em porejamento, os resultados tanto da terapia combinada como da monoterapia parecem semelhantes.
Nos pacientes cuja úlcera apresenta vaso visível sem hemorragia ativa, o tratamento endoscópico injetor ou térmico mostrou ser mais eficaz do que o tratamento medicamentoso isolado à base de inibidor da bomba de próton EV. Quando o achado endoscópico é de coágulo aderido sem hemorragia ativa, o principal cuidado a ser tomado é quanto à sua remoção, o que pode precipitar por vezes hemorragias de grandes proporções. Como há grande chance de existir um coto vascular na base da lesão, alguns autores demonstraram que a terapia combinada com injeção de solução de adrenalina (1:10000) nos quatro quadrantes e remoção do coágulo para aplicação de probe térmico sobre o coto parece diminuir consideravelmente o risco de novo sangramento, já que, nestes casos, a monoterapia injetora ou apenas medicamentosa pode evoluir com ressangramento em até 35% dos casos.
Naqueles pacientes cuja úlcera têm base clara não se justifica o tratamento endoscópico, já que este não trará nenhum benefício na evolução.
Em resumo, cerca de 80% dos pacientes com hemorragia digestiva cessam espontaneamente o sangramento, sem necessidade de intervenção endoscópica. Do restante tratado, aproximadamente 15 a 20% terão novo episódio de hemorragia, que responderá à nova intervenção endoscópica em 50% dos casos. Os demais deverão ser encaminhados para cirurgia ou submeter-se a outros métodos, como angiografia com embolização arterial. Embora os métodos terapêuticos endoscópicos tenham evoluído sensivelmente, a taxa de mortalidade tem-se mantido estável, possivelmente devido ao grande número de pacientes idosos, com doenças sistêmicas associadas e em uso freqüente de AINH. |
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