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Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura |
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Hemorragia Digestiva por úlcera Péptica |
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A úlcera péptica responde por aproximadamente 50% dos casos de hemorragia digestiva.
Dos pacientes que sangram, 75 a 80% têm remissão espontânea do evento, independentemente de qualquer intervenção clínica ou endoscópica. Entretanto, no grupo restante, a taxa de mortalidade pode chegar a 10%, índice que vem sendo mantido, apesar dos avanços terapêuticos endoscópicos ou cirúrgicos, por causa de fatores associados, como doenças concomitantes, idade, etc.
O quadro clínico inicial pode se manifestar na forma de hematêmese, com sangue vivo ou escurecido, melena, ambos, ou até mesmo como anemia por perda crônica. A avaliação clínico-laboratorial com a aferição dos parâmetros hemodinâmicos e dosagem de hemoglobina podem refletir a gravidade do caso e a necessidade de uma intervenção mais urgente. Fatores como idade, doenças sistêmicas associadas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, coagulopatias, uso de AINHs também influenciam na evolução e resposta ao tratamento.
Após adequada estabilização hemodinâmica do paciente, o exame endoscópico poderá proporcionar informações importantes sobre a localização da lesão hemorrágica, suas características, a presença de estigmas de sangramento ativo ou recente, risco de recidiva hemorrágica e prognóstico.
Inúmeros estudos estão sendo realizados com o objetivo de avaliar o risco de recidiva hemorrágica de acordo com o achado de estigmas encontrados ao exame endoscópico.
Embora não haja consenso quanto ao uso da classificação de Forrest, nota-se claramente que os riscos de um novo episódio de sangramento são maiores nos grupos !a e Ib, por volta de 75 a 80%, de 38 a 50% no grupo IIa e IIb e menores que 10% no grupo III. |
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Hemorragia Digestiva por úlcera Péptica |
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