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Reunião Ultrassonografia Endoscópica
Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura



     Educação continuada


Úlcera Benigna x Úlcera Maligna
Em 1971, Sakita elaborou um esquema do ciclo de evolução da úlcera pépticas desde seu aparecimento e atividade inicial até sua completa cicatrização.


Murakami também propôs um ciclo evolutivo da úlcera maligna, sendo que em muitas fases estes dois ciclos podem se sobrepor, pela semelhança do aspecto endoscópico das lesões.



Classificação de Sakita

A1 (Active): A lesão geralmente tem bordas planas e nítidas, fundo com fibrina e por vezes restos necróticos.

A2 (Active): As bordas tornam-se bem definidas, às vezes elevadas, tomando forma mais nítida, fundo com fibrina espessa e clara.

H1 (Healing): A fibrina torna-se mais tênue, inicia-se discreta convergência de pregas, com hiperemia marginal.

H2 (Healing): Notam-se ilhas de tecido de regeneração, com convergência nítida de pregas e intensa hiperemia marginal.

S1 (Scar): Inicia-se a formação de uma cicatriz vermelha com reação inflamatória adjacente residual.

S2 (Scar): resolução do quadro com formação de cicatriz branca, com retração adjacente variável.



Embora esta classificação ainda seja utilizada atualmente, tem suas limitações principalmente pelo fato de ocorrerem recidivas ulcerosas.


A importância do exame endoscópico no seguimento dos pacientes com doença ulcerosa está relacionada com a possibilidade de controle da evolução da lesão, principalmente de complicações, como estenose da região piloro-bulbar e sangramento, coleta de biópsias e alternativas terapêuticas.