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Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura |
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Tratamento |
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A crescente associação entre a infecção pelo H.pylori e diferentes afecções têm merecido, do ponto de vista terapêutico, abordagens diversas pelos gastroenterologistas. A recomendação de se tratar todos os portadores de úlcera péptica, gástrica ou duodenal, infectados pelo microorganismo é universalmente aceita. Nas tabelas estão relacionadas as indicações terapêuticas dos Consensos Brasileiro e Latino-americano e das Diretrizes Japonesas.
No entanto, a presença de gastrite antral acentuada, história familiar importante de câncer gástrico, presença de linfoma MALT bem-diferenciado e restrito à mucosa, e a presença de infecção associada à encefalopatia portossistêmica foram consideradas como afecções em que o papel da terapêutica anti-H.pylori é ainda empírico e/ou experimental e, assim, a decisão deverá ser individualizada e a critério médico.
O câncer gástrico é a segunda causa de mortalidade e existe evidência de que o tipo intestinal, “displasia” e, finalmente, câncer.
A infecção pelo H. pylori é considerada freqüentemente como um fator inicial da cascata da carcinogênese. Metanálises demonstram que a infecção confere um aumento do risco de 2 a 3 vezes. Em um estudo envolvendo 435 pacientes (220 tratados com omeprazol, amoxilina e claritromicina (OAC) e 210 com placebo) acompanhados por um período de 5 anos observou-se progressão para metaplasia intestinal (MI) em 52,9% dos casos. Os fatores relacionados com a progressão foram a persistência da infecção pelo H. pylori, idade superior a 45 anos, sexo masculino, uso de álcool e ingestão de água de poços. Os fatores protetores foram úlcera duodenal e tratamento com OAC.
Há estudos que afirmam que o H. pylori deveria ser erradicado em pacientes portadores de doença do refluxo gastroesofágico, os quais deverão utilizar inibidor de bomba de próton por períodos prolongados por causa do risco de progressão para atrofia de mucosa gástrica. Contudo, o Food and Drug Administration (FDA) não concorda com este fato, e não há consenso. Por outro lado, a erradicação está relacionada com o agravamento do refluxo e pode contribuir para o aumento na incidência de Esôfago de Barrett, podendo causar um aumento da incidência de adenocarcinoma de esôfago. Portanto, a sua erradicação deverá ser realizada com cuidado.
Para a erradicação do H. pylori, o Consenso Brasileiro sugeriu a associação de dois ou três dos seis antimicrobianos ou grupo de antimicrobianos e a associação com anti-secretores. O uso de anti-secretores tem sido recomendado diante das evidências clínicas e experimentais de redução de efeitos adversos e pelo aumento de sua concentração na mucosa gástrica, o que facilita sua ação através da elevação do pH intragástrico.
Além disso, os inibidores da bomba protônica têm ação bacteriostática sobre os microorganismos e são também capazes de aumentar a meia-vida de alguns antimicrobianos.
Nas tabelas estão as recomendações do tratamento e retratamento.
Por definição, a dispepsia não-ulcerosa apresenta estudo endoscópico sem evidência de doença ulcerosa péptica. As Diretrizes e os Consensos existentes sugerem uma investigação inicial para exclusão da doença do refluxo gastroesofágico, da síndrome do intestino irritável e de outras afecções, tais como coledocolitíase ou doenças pancreáticas. Cerca de 30 a 60% dos pacientes dispépticos apresentam gastrite provocada pelo H. pylori, não está claro, entretanto, se essa infecção é a causa dos sintomas. Sugere-se tratamento inicial com terapia anti-secretória (bloqueadores H2 ou inibidor de bomba de próton) e/ou um pró-cinético por um período de quatro semanas. Não havendo resposta com o tratamento inicial recomenda-se mudança da terapia anti-secretória e/ou procinético. Não há consenso atualmente para a erradicação do H. pylori, a erradicação deverá ser individualizada. |
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