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Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura



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Tratamento Endoscópico: Resultados
A dilatação endoscópica com cateter balonado da estenose piloroduodenal foi desenvolvida em resposta à mortalidade e morbidade elevadas na ocasião da cirurgia de pacientes que se encontravam sob graves condições gerais, e não somente como ato terapêutico endoscópico por ocasião de condições cardiopulmonares desfavoráveis.


O princípio do procedimento acerca-se da certeza de se estar dilatando uma área de estenose benigna; para isto, múltiplas biópsias da região se fazem necessárias. Em nossa casuística, os exames anatomopatológicos de todos pacientes excluíram neoplasia e doenças inflamatórias específicas.


Em um estudo envolvendo 40 pacientes com obstrução piloroduodenal, ao comparar-se a peça cirúrgica observou-se que a biópsia endoscópica apresentava baixa sensibilidade (37%) na detecção de neoplasia.


É provável que a infiltração submucosa seja um fator limitante para se obter biópsias adequadas.


A dilatação hidrostática permite melhorar o estado pré-operatório de pacientes em condições clínicas graves, com conseqüente diminuição da mortalidade, especialmente porque o procedimento apresenta baixa incidência de complicação.


Na dilatação de estenoses piloroduodenais através de cateter balonado emprega-se força radial, que é gradual e eqüitativa, simultaneamente aplicada em toda extensão do segmento obstruído. Como pouca ou nenhuma força axial é utilizada, a ocorrência de perfuração ou aumento do tecido cicatricial local é pouco observada. A dilatação endoscópica por balão hidrostático também pode ser utilizada como medida terapêutica temporária visando melhorar o esvaziamento gástrico, as condições nutricionais e o preparo do paciente para o tratamento cirúrgico.


Deve-se enfatizar a necessidade do tratamento farmacológico com uso de IBP (por exemplo, esomeprazol na dose de manutenção de 40 mg durante 8 semanas, no mínimo). A erradicação do H.pylori é parte obrigatória da complementação do tratamento.


Em um estudo realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo da FMUSP, a análise dos resultados demonstrou a comparação do tempo de esvaziamento gástrico pré- e pós-dilatação, diferença estatisticamente significante (P<0,0001); comparação do diâmetro da estenose com as formas anular ou segmentar, que também se mostrou significante (P="0,0105);" comparação do diâmetro da estenose antes e após o tratamento dilatador, que mostrou diferença estatisticamente significante; correlação do diâmetro com o tempo de esvaziamento gástrico, que se mostrou não-significante (P="0,7091);" comparação entre as localizações da estenose com o tempo de esvaziamento gástrico, não mostrando significância; comparação das variáveis categorizadas pré- e pós-tratamento, que mostrou significância para a plenitude, dor epigástrica e ganho de peso. O teste de esvaziamento gástrico foi extremamente útil neste estudo para demonstração da efetividade do tratamento dilatador.