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Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura



     Educação continuada


Resultados
Deviere et al. (2002) observaram a difusão de forma circular do álcool de viniletileno (Enteryx®), injetado na camada muscular da cárdia em 10 de 15 casos e de forma não-circular em 5 deles. Houve aumento da pEIE em 13 dos 15 casos em 1 mês, que foi mantido durante o acompanhamento de 6 meses. Houve também uma redução substancial do índice de pirose (em relação ao IBP). Nove dos quinze pacientes tiveram mais de 50% do material injetado no sítio de aplicação segundo acompanhamento (6 meses para 8 pacientes e 1 ano para 1 paciente). Somente dois pacientes apresentaram perda de mais de 75% do material injetado. A permanência de mais de 50% do material foi associada à obtenção de injeção circular. Somente quatro pacientes tiveram que retornar ao tratamento com IBP.


Em 2001, publicou-se um estudo multicêntrico avaliando 79 procedimentos com EndocinchT para o tratamento do DRGE em 64 pacientes. Onze deles necessitaram repetir o procedimento devido à obtenção de resultados subótimos e dez desistiram. Em 47 pacientes com segmento completo, os sintomas do refluxo gastroesofágico aumentaram (p<0,001). A pHmetria de 24 horas aos 3 e 6 meses aumentou em 24 pacientes. A manometria esofagiana e o grau médio de esofagite não sofreram alterações. Ao todo, 64 pacientes com idade média de 46,3 anos (entre 23 e 71 anos de idade) foram submetidos à fundoaplicatura endoscópica completa (NDO plicatorT) (tempo médio de procedimento 17,2 minutos).


Após 6 meses do procedimento, 74% dos pacientes previamente dependentes de IBP haviam suspendido o medicamento. A média da qualidade de vida dos pacientes (GERD-HRQL) melhorou em 67% (19,0 vs. 5,0; p<0,001). Melhora também foi observada na média da escala dos sintomas gastrointestinais e na SF-36 (pesquisa de saúde composta por índices físicos e mentais). O baixo grau de esofagite não mudou significativamente durante o período.


A média da exposição ácida esofagiana melhorou significativamente (10 vs. 8; p <0,008) com normalização do pH verificado em 30% dos pacientes, não tendo sido observada alteração na manometria.


O procedimento StrettaT foi avaliado em estudo prospectivo com 118 pacientes. Aos 12 meses, 94 pacientes foram reavaliados. O índice dos sintomas do RGE, índice de satisfação do paciente (GERD-HRQL), o SF-36 e a pHmetria de 24 horas melhoraram significativamente (p=0,0001). O uso do IBP foi reduzido. A incidência e o grau de esofagite não se alteraram. Corley et al. (2003) publicaram melhora dos sintomas da DRGE e na qualidade de vida quando comparado com o procedimento simulado (sham procedure), mas referem não ter havido diminuição no tempo de exposição ácida esofagiana ou no uso de medicamentos até 6 meses.