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Reunião Ultrassonografia Endoscópica
Responsável pelo Site Dr:Eduardo G.H de Moura



     Educação continuada


Introdução
Autores

Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura

Diamari Caramelo Ricci Cereda

Fauze Maluf Filho

Paulo Sakai


A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) envolve um espectro de desordens clínicas resultantes do refluxo do conteúdo gástrico. Esta condição tem-se tornado progressivamente mais comum, sendo a mais freqüente doença do esôfago. Em países desenvolvidos, cresce paralelamente ao aumento da obesidade e do comportamento sedentário.


O sintoma típico é usualmente descrito como uma sensação de queimação retroesternal (pirose). Aproximadamente 40% da população ocidental tem queimação retroesternal pelo menos uma vez por mês; 14% semanalmente e em 7%, diariamente.


Há discrepância entre a intensidade da pirose, o volume de regurgitação ácida e evidência objetiva do refluxo gastroesofágico patológico. Entretanto, a evidência de que a maioria dos pacientes tratados de forma eficaz de esofagite erosiva continua apresentando uma variedade de sintomas persistentes demonstra nosso pouco entendimento acerca das várias causas e sintomas semelhantes à queimação retroesternal.


Com a disponibilidade dos inibidores da bomba de prótons, o tratamento da DRGE tem-se tornado mais eficiente, com redução da morbidade e das complicações. Embora a terapia medicamentosa seja eficiente na maior parte dos pacientes, muitos continuam a ter regurgitação apesar do uso de medicações anti-secretoras. Considerando que alguns não aderem ou não podem aderir ao uso contínuo da medicação (fator financeiro), há necessidade de outras opções terapêuticas não farmacológicas.


As várias modalidades de cirurgias anti-refluxo, particularmente por via laparoscópica, mostraram-se efetivas, mas envolvem os riscos do ato operatório, nem sempre aceitos pelos pacientes.


A partir da década de 90, estudos envolvendo procedimentos endoscópicos para o tratamento da DRGE foram desenvolvidos, objetivando menor risco operatório, menor desconforto, menor índice de complicações, menor custo e retorno imediato às atividades diárias. Desta forma, trata-se de atraente alternativa para a supressão do refluxo no longo prazo.